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Barreira impede entrada de produtos de origem vegetal e animal da Argentina

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Medida visa coibir uma possível entrada da febre aftosa no Brasil com foco confirmado no Paraguai
Desde o dia 28 de setembro, está proibida a entrada no Brasil de produtos in natura de origem animal e vegetal provenientes da Argentina e, principalmente do Paraguai, onde recentemente foi confirmado caso de febre aftosa no gado bovino. Na Ponte da Integração São Borja/Santo Tomé, junto ao Centro Unificado de Fronteira, foi formada barreira sanitária para fiscalizar todos os veículos que entram no Brasil, provenientes da Argentina.
O médico veterinário André Vargas, do Ministério da Agricultura, informou ontem, dia 4 de outubro, que todos os produtos in natura de origem animal e vegetal que são encontrados nos veículos estão sendo apreendidos por força de determinação das autoridades sanitárias. Muitos produtos manufaturados, segundo Vargas, são vistoriados e são liberados desde que estejam devidamente lacrados.
Desde a formação da barreira, uma média de 50 quilos de produtos, principalmente carnes, tem sido apreendida por dia no CUF pelos fiscais sanitários. André Vargas destaca que, na maioria dos casos, os portadores destes produtos desconhecem as medidas tomadas recentemente em função do risco de febre aftosa na fronteira dos dois países.
“Ainda não há determinação de desinfecção dos veículos provenientes da Argentina em função de que também não há risco iminente da doença”, diz o veterinário André Vargas. No entanto, reforça ele, “se houver necessidade os equipamentos já estão prontos para serem acionados”. Ele apela para as pessoas que forem à Argentina não adquiram produtos in natura de origem animal ou vegetal evitando prejuízos e transtornos quando da passagem na ponte internacional.
INSPETORIA VETERINÁRIA
Enquanto isso, as equipes da Inspetoria Veterinária Regional na cidade estão em alerta para possíveis inspeções e atividades relacionadas à prevenção da febre aftosa no gado bovino. O inspetor veterinário Paulo Alexandre dos Santos que, no entanto, existe o estado de alerta por parte da secretaria estadual de Agricultura e não há determinação de atividades preventivas. Alexandre vem contatando diariamente com a Coordenadoria regional da Agricultura, em Uruguaiana, para buscar informações sobre possíveis ações na fronteira com a Argentina.
Foto: Dilhermano Messa
Veículos que entram no Brasil são vistoriados
 


 

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