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Ex-primeira dama do país apóia criação da Comissão da Verdade

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A ex-primeira-dama do país, a são-borjense Maria Thereza Fontella Goulart, que deu entrevista à Rádio Cultura na manhã de quinta-feira, dia 20, acha oportuna a instalação da chamada Comissão da Verdade no país e a abertura de arquivos do período de exceção e da ditadura, segundo proposta da presidente Dilma Rousseff. Maria Thereza não acredita em grandes revelações. Quanto à morte do presidente João Belchior Marques Goulart, o Jango, no exílio, na Argentina, em 1976, ela entende que mais informações poderão ser reveladas. Maria Thereza avalia que ainda existe um estigma dos militares em relação a seu marido Jango. Observa que, “falar em Jango é falar em fantasma e em relação à sua família, tudo é complicado’”.
Maria Thereza diz que seus filhos passaram por muitos problemas, “sem ninguém que desse uma mão e são muitas as injustiças”, não entendendo também porque tanta perseguição. Depois de dez anos de lutas jurídicas, confirma que assegurou, através do então presidente Collor de Mello, uma pensão como ex-primeira dama do país. Ela considera necessária a pensão concedida “porque não sou rica, não sou milionária e levo uma vida de simplicidade”.
Sobre a construção de um memorial para Jango em Brasília, o principal defensor da causa é o filho João Vicente, mas que vem enfrentando muitas dificuldades, estando assegurado o terreno, por enquanto. O projeto está pronto, de autoria do arquiteto Oscar Niemayer, mas também em relação a essa iniciativa, existe perseguição, na avaliação de Maria Thereza Goulart.
Em relação a filhos ou netos que possam inserir-se na política, a principal aposta, no momento, diz respeito ao neto Christopher Goulart, a quem considera um batalhador. Um jornalista de São Paulo vai produzir um livro sobre a vida da esposa de Jango e que o acompanhou em Brasília e nas peregrinações pelo exílio.
Foto: Maria Thereza Fontela Goulart
 


 

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