Já estão começando os estudos para implantação no Rio Grande do Sul de biorefinarias para produção de etanol do arroz. O projeto é uma iniciativa da Agência de Desenvolvimento de São Borja (ADSB) e que já contratou a empresa Technoplan, de São Paulo, para promover o documento denominado “Estudos de Viabilidade Técnico-Econômico à Implantação de Biorefinarias de Etanol de Arroz e outros Cereais no RS”.
O presidente da ADSB, José Francisco Rangel, voltou a afirmar que o projeto de estudos foi orçado em R$ 300 mil e que entidade foi em busca dos recursos junto a produtores, indústrias de beneficiamento, empresas identificadas com o setor arrozeiro, entidades representativas e prefeituras dos municípios agrícolas. “Como já conseguimos 70 % deste valor estamos começando os estudos através da Technoplan, pois há necessidade urgente de se buscar novas alternativas ao arroz”, afirmou Rangel. Mesmo recém ainda no início dos estudos, o presidente da ADSB está bastante otimista que o documento final revelará algumas surpresas positivas em relação às usinas de etanol de arroz. Na primeira quinzena de janeiro José Francisco Rangel estará em Curitiba, juntamente com o coordenador do projeto, professor Roberto Hukai, diretor da Technoplan, e pesquisadores da empresa americana Novozymes, uma das maiores empresas do mundo da área de biotecnologia e que poderá ser uma grande parceira dentro do projeto para a produção de enzimas ao processo de extração de etanol. “Poderemos dentro de pouco tempo estar abrindo oportunidades fantásticas para as cadeias produtoras de arroz, trigo, sorgo e aveia branca. Utilizar os excedentes de nossa produção para alternativas de alto valor agregado”, lembrou o dirigente.
CARACTERÍSTICAS DOS ESTUDOS
O projeto dos estudos em execução leva em conta a implantação de 5 a 6 biorefinarias em regiões produtoras do Rio Grande do Sul, utilizando-se em torno de 2 milhões de toneladas/ano de arroz e outros cereais para produzir um bilhão de litros/ano de etanol (álcool carburante e álcool neutro); 660 mil toneladas/ano de grãos destilados para ração animal; 660 mil toneladas/ano de dióxido de carbono destinados para indústrias de refrigeração, de alimentos e de refrigerantes; e mais de um bilhão de litros/ano de vinhaça para produção de biogás e geração de energia.
EXEMPLO DOS ESTADOS UNIDOS
Segundo dados do Conselho de Grãos dos Estados Unidos referentes às unidades industriais de etanol de milho americana do mesmo porte das que estão sendo projetadas para o Rio Grande do Sul, cada biorefinaria integrada gera 2 mil empregos diretos e outros 6 mil indiretos no entorno destes complexos industriais. O município de São Borja poderá ser contemplado com uma das primeiras biorefinarias que estão previstas para o Estado.
Foto: São Borja poderá ser contemplada com um dos projetos

Twitter
Myspace
Yahoo
Googlize this
Facebook

