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José Antônio Degrazia

AMOR ANTIGO
"Quanto mais eu ando pela cidade, em cada canto eu encontro uma saudade de ti. Em todos os lugares, bares e churrascarias, parques, por todas as partes se derramam restos de nostalgia pela tua ausência. - É incrível, ouço nesses locais as tuas gargalhadas, os teus gritos e sussurros, as tuas reclamações, as tuas recusas e os teus aceites. Não consigo me livrar das reminiscências de como éramos felizes. - Como a vida nos uniu perpetuamente? E como dói a nossa distância de agora! - Volta, reanima meu ânimo recobra meus contentamentos, vem retomar a posse do meu ser.
- Volta! Cá estou a esperar-te. Vem despertar nos minifúndios do meu coração e do meu cérebro as células vivas do meu amor e da minha amizade. Volta e toma conta de mim novamente, eu sempre te pertenci, nós sempre nos pertencemos. - Volta, que sem ti a vida não tem volta".
É muito bonito este texto de Paulo Sant'Ana, publicado no jornal Zero Hora do dia 9 de abril de 2012.
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José Antônio Degrazia

O FIO DA NAVALHA
A cidade de São Borja viveu na semana passada uma sexta-feira de intensa e nervosa movimentação. A quase totalidade da população não sabia o que estava acontecendo na agitação provocada pela correria dos veículos policiais. Era a Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Civil, reunindo mais de 500 policiais para desarticular 13 bandos responsáveis pelo varejo de drogas no município. Sob a coordenação do delegado Gerri Adriani Mendes, 105 delegados de polícia contando
com 155 viaturas, cumpriram 95 mandados de prisão temporária expedidos.
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José Antônio Degrazia

SOBRE A ESQUINA COLORADA
De vez em quando, não é sempre, porque não vivo no passado, me acode alguma forte lembrança. O fato da inauguração, ontem, do monumento do Inter e da 'esquina colorada' na Praça XV de Novembro, proposição do vereador Farelo Almeida, aprovada pela Câmara Municipal; juntamente com as discussões nas redes sociais e a possível idéia de outra esquina ou de um 'largo tricolor', 'largo gremista' ou coisa que o valha, me reavivou a memória.
Lembrei de um tempo, e não faz muito tempo, em que aqui na cidade se torcia pela Sociedade Esportiva São Borja, em primeiro lugar. Um tempo em que os torcedores desta cidade vestiam a camisa da Sociedade Esportiva São Borja. Um tempo em que, nas dependências do Estádio Coronel Vicente Goulart, só quem comemorava gol do Grêmio ou do Internacional eram os forasteiros.
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José Antônio Degrazia

AS MÚSICAS DE CARNAVAL NO CONCURSO
Quando o saudoso poeta Apparicio Silva Rillo idealizou o primeiro Concurso de Músicas Para o Carnaval, no distante ano de 1967, certamente pensava acrescentar um tempero da terra nos movimentados e alegres bailes da época. Do que denominou “Concurso”, com participação de músicos, letristas e intérpretes locais, surgiriam composições para o carnaval de São Borja. E como surgiram alegres marchinhas e sambas com temas ligados à comunidade. Possivelmente, Rillo nem imaginava alargar o horizonte do evento para além das fronteiras do Município. Ele gostava de divertir e de divertir-se no carnaval de São Borja. Foi também um dos principais incentivadores do Carnaval de Rua na cidade.Alimentado pela extraordinária força dos talentos da terra, o “Concurso” cresceu e se expandiu, naturalmente. Virou ‘festival’ sem que seja reconhecido assim. Atualmente conta com participantes de todo o Estado do Rio Grande do Sul, especialmente da Capital, com nomes conhecidos e aplaudidos. Contudo, no rastro desse sucesso consolidado no cenário do Cais do Porto, o Concurso/Festival de Músicas Para o Carnaval não consegue introduzir suas melhores composições em nenhum salão de baile na cidade de São Borja. Então, tudo se restringe às agora três noites de Concurso e depois de algum tempo, passado o Carnaval, às vendas do CD que deverá repousar nas prateleiras.
Um velho amigo músico, de Uruguaiana, me faz lembrar que o Carnaval mudou – como mudaram muitas coisas no passar do Tempo. “As marchas e os sambas viraram coisas de saudosistas”, diz o meu amigo uruguaianense. E ele tece os melhores elogios ao nosso Concurso de Músicas Para o Carnaval, considerando-o como um ‘símbolo’ que deve ser preservado.
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José Antônio Degrazia
VOCÊ SABE DE ONDE EU VENHO
No caderno Cultura (ZH de sábado, 07/01/12), li que o consagrado escritor Tabajara Ruas publicará em Zero Hora a partir deste sábado, dia 14, e ao longo de outros 50 sábados deste ano, o folhetim intitulado “Você Sabe de Onde Eu Venho”.
O folhetim acompanhará a trajetória de personagens reais e fictícios, sendo que a maior parte da ação transcorre durante a campanha da Itália, na Segunda Guerra Mundial, da qual o Brasil participou com os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
No ano passado foi encontrado ao largo de São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, a 75 metros de profundidade, o submarino alemão U-513 um dos 11 submarinos da Alemanha afundados em águas brasileiras. Este, segundo documentação guardada nos arquivos históricos norte-americanos e alemães, teria sido afundado em 19 de julho de 1943.
O afundamento de 33 embarcações brasileiras atingidas por torpedos de submarinos alemães ao longo do nosso litoral foi um dos fatores responsáveis pela entrada do Brasil na II Guerra Mundial, e será abordado no primeiro capitulo do folhetim de Ruas. Na época, Getúlio Vargas era o chefe da Nação e muitos soldados de São Borja (pracinhas), integraram a Força Expedicionária Brasileira (FEB) nas gloriosas batalhas em terras italianas.
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