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Sindicato dos Hospitais Filantrópicos participa de reuniões com prefeituras e instituições da região

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O assunto situação financeira dos hospitais beneficentes e filantrópicos foi tema de reuniões ontem, dia 19, em São Borja. Um destes encontro aconteceu pela manhã na Câmara de Vereadores com a presença do presidente do Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, Júlio Matos, do presidente da Famurs e prefeito de São Borja, Mariovane Weis, do secretário municipal da Saúde, Jefferson Homrich, e de representantes de estabelecimentos de saúde e prefeituras da região.
A principal discussão do encontro foi a melhoria no atendimento dos hospitais e da rede da saúde na região de São Borja. O presidente do Sindicato dos Hospitais, Júlio Matos, que junto com Mariovane Weis concedeu entrevista à Rádio Cultura sobre o assunto, entende que há necessidade de parcerias entre prefeituras e hospitais no sentido de que os hospitais possam aumentar suas receitas e assim evitar fechamento de setores. O presidente da Famurs, Mariovane Weis, destacou a parceria da entidade com outras instituições no sentido de ajudar os hospitais a resolverem os problemas financeiros.
Júlio Matos destaca que os hospitais precisam renegociar suas dívidas que passam de R$ 1 bilhão sendo que só para o INSS o montante chega a R$ 600 milhões. Já com relação a novo aporte de recursos, ele prevê novas negociações na semana que vem visto que o governo do Estado já definiu a liberação de ajuda emergencial para custeio dos hospitais de R$ 50 milhões. Os hospitais querem assegurar mais R$ 50 milhões.
A crise nos hospitais não é recente, segundo o dirigente, e tem a ver com o déficit dos repasses do SUS. Para Matos, a solução dos problemas financeiros da saúde está no governo do Estado, pois as prefeituras já estão esgotadas em termos de investimentos na área da saúde. “O Estado deveria investir 12% em saúde e investe apenas 4%, referiu-se ele.
SITUAÇÃO DO IVAN GOULART
Sobre a situação do Hospital Ivan Goulart, Júlio Matos diz que existe boa vontade de acertar um novo contrato entre Prefeitura e sua direção. Ele pregou um diálogo franco para evitar problemas no atendimento à população. O prefeito Mariovane Weis destacou que deseja acertar o mais rapidamente possível com o Ivan Goulart e pediu que a política seja deixada de lado em prol da população que precisa de atendimento do SUS. Na quinta-feira, Weis e o vereador Jeovane Contreira participaram de mais uma rodada de negociações da situação do hospital com o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni.
HOSPITAL NÃO APROVA PROPOSTA
Em torno da nova proposta da Prefeitura para renovação de contrato, a administração do Hospital Ivan Goulart enviou nota à imprensa no meio desta semana onde diz que os valores estão abaixo do esperado uma vez que as necessidades do Hospital e da população de São Borja têm sido amplamente discutidas e divulgadas em todas as esferas. Do valor que vem sendo pago atualmente, algo em torno de R$ 679. 601,68, o novo contrato sugerido pela prefeitura prevê um reajuste para R$ 736.819,24. Um reajuste de aproximadamente 8 %.
Segundo a administração do HIG, esse percentual mal cobre a taxa de inflação do período. “Essa nova proposta ficou muito aquém do que o Hospital e a população de São Borja necessitam.” Enfatiza o diretor administrativo, Marcelo Borges.
A direção do hospital afirma ainda que encaminhará uma contra proposta à Prefeitura, na qual serão avaliadas as reais necessidades de recursos, de forma que o Hospital e a Prefeitura em conjunto encontrem soluções para as dificuldades financeiras, e a principal beneficiada com o acerto seja a população de São Borja. O Hospital Ivan Goulart ameaça descredenciar do SUS os serviços da UTI e Pronto Socorro caso não haja acerto.
Foto: Dilhermano Messa
Principais autoridades presentes no encontro de ontem para debater questões da saúde








Diversos municípios da Fronteira Oeste e Missões estiveram representados no encontro

 


 

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