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Argentina investiga morte do ex-presidente João Goulart

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Depois de algumas tentativas que não deram resultado no Brasil, agora é a justiça da Argentina que investiga as circunstâncias da morte do ex-presidente João Belchior Marques Goulart. Jango, como ficou muito conhecido, morreu dia 6 de dezembro de 1976, em Mercedes, no vizinho país, onde estava exilado. Seu corpo foi sepultado em São Borja, sua terra natal. Desde então, ocorreram denúncias de que o ex-presidente teria sido morto envenenado por ordem da chamada Operação Condor, criada para eliminar lideranças políticas na América do Sul. Duas CPIs e mais uma ação penal foram realizadas, mas mesmo com muitas diligências e depoimentos, os resultados não apontaram definições claras sobre o assassinato de Jango.
O escritor e colunista do Correio do Povo, Juremir Machado da Silva, lembrou em artigo publicado na última terça-feira, dia 17, que “o caso de Jango se complicou com um livro-denúncia panfletário do uruguaio Enrique Foch Diaz e com as declarações de Mario Neira Barreiro, preso em Charqueadas, de que teria participado da operação para liquidar o ex-presidente brasileiro exilado no Uruguai e na Argentina. Até hoje não foram encontradas provas”.
ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Desta vez a decisão das autoridades argentinas de investigar a morte de Jango é consequência da representação protocolada no Juizado de Instrução de Paso de Los Libres pelo procurador da República em Uruguaiana, Ivan Cláudio Marx. As investigações parece já terem começado e devem evoluir nos próximos meses.
NETO DE JANGO ACOMPANHA PROCESSO
O neto do ex-presidente Jango e advogado da família Goulart, Christopher Goulart, falou sobre o assunto à Rádio Cultura na última terça-feira. Ele acredita que as autoridades argentinas estejam bem interessadas no caso e isto pode significar resultado mais preciso sobre a morte do seu avô Jango. Christopher aproveitou para criticar as autoridades brasileiras que não demonstraram interesse em investigar a fundo o possível assassinato do ex-presidente em solo argentino. Também acredita que as autoridades argentinas, que tem punido crimes cometidos pela ditadura, igualmente tem grande interesse nos esclarecimentos sobre os fatos obscuros relacionados à morte do ex-presidente.
Foto: Jango pode ter sido assassinado no exílio
 


 

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